A Finep e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançarão ainda neste ano uma reformulação do Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime), voltado para empreendimentos de médio e pequeno portes que queiram inovar. O investimento somará R$ 270 milhões, recursos que serão disponibilizados na modalidade de subvenção econômica.
Trata-se do Programa de Apoio à Inovação em Micro e Pequenas Empresas, cuja as diretrizes foram antecipadas pelo presidente da Finep, Glauco Arbix, na última terça-feira (16), no seminário “A extensão tecnológica no Brasil”, realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).
De acordo com ele, as bases da iniciativa são descentralização, desburocratização e garantia de recursos e o desenho do programa envolve diversos atores do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI). O programa será realizado por meio de agentes operacionais, que poderão ser, por exemplo, fundações de amparo à pesquisa, incubadoras ou agências de desenvolvimento, definidos localmente e credenciados pela financiadora.
“Queremos aumentar a capilaridade da Finep e alcançar todos os pequenos empreendimentos. Em cada Estado essas entidades variam na sua força, dinâmica e capacidade de implementação de políticas de transferência de recursos”, destacou Arbix. A seleção dos projetos será via chamada pública, que contemplará uma empresa por unidade da federação. Cada instituição contará, no máximo, com R$ 400 mil de apoio, repassados pelos agentes operacionais.
Segundo Glauco Arbix, a proposta do programa é diminuir a distância entre as pequenas empresas e a inovação. Dados apresentados por ele mostram que a procura pelo setor privado por crédito para inovar tem crescido muito nos últimos anos, mas os médios e pequenos empreendimentos não têm acompanhado esse ritmo.
Para ser ter uma ideia, a demanda por recursos para inovação passou de R$ 300 milhões em 2003, para R$ 4 bilhões em 2010, alta de 1233%. Somente nos oito primeiros meses de 2011, o volume alcançou a marca de R$ 5 bilhões, um crescimento de 1566% se comparado ao valor desembolsado há oito anos.
“As micro empresas têm uma dificuldade muito grande de utilizar o crédito, por ter muito pouco a oferecer em garantia”, avaliou. “Não há outra maneira de atingir estes empreendimentos e de aumentar a capilaridade para que a gente irrigue o processo de inovação no Brasil”, completou.
Do total de recursos do novo programa, R$ 220 milhões serão aportados pela Finep e R$ 50 milhões pelo Sebrae. O presidente da agência disse, ainda, que a cifra poderá alcançar R$ 300 milhões “dependendo da generosidade do MCTI”. As empresas terão que apresentar uma contrapartida.
O período de execução financeira dos recursos é de 18 a 24 meses e serão priorizadas as áreas de tecnologias da informação e comunicação (TICs), energia, saúde, biotecnologia, desenvolvimento social, defesa, entre outras. Pela parceria, a Finep atuará na produção e geração de tecnologias e inovação. Caberá ao Sebrae trabalhar na área de gestão e comercialização.
O programa será desenhado com o apoio da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), entre outros atores.
Fonte: Portal Inovação
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
MCTI receberá em 60 dias estudo para transformação da Finep em banco
Em até dois meses o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, receberá o resultado do estudo para a transformação da Finep em um banco dentro das normas de Basileia, que regem as instituições financeiras em todo o mundo. A pesquisa, encomendada pela pasta, foi realizada pela consultoria internacional Ernest & Young.
A ideia é tornar a financiadora um banco de fomento à inovação, nos moldes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com o presidente da Finep, Glauco Arbix, até o final de 2011 deverá ser decidido o modelo de formação institucional para o órgão.
Espera-se com essa modificação ampliar a escala de investimento em inovação no país. Somente nos primeiros oito meses deste ano, a agência contabiliza uma demanda por recursos para inovação da ordem de R$ 5 bilhões. Em 2003, o volume foi de R$ 300 milhões. Trata-se de um crescimento de 1566%.
“Nós vamos aumentar o volume de crédito e não vai faltar apoio do governo para inovação”, disse Mercadante na última sexta-feira (12), na cerimônia de posse dos novos conselheiros de Administração da financiadora, instância em que ocupa a presidência. “Tem muita coisa chegando de demanda. A gente está querendo isso mesmo. Que o empresariado venha disputar e que a gente possa escolher os melhores projetos”, completou.
Fonte: Portal Inovação
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A ideia é tornar a financiadora um banco de fomento à inovação, nos moldes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com o presidente da Finep, Glauco Arbix, até o final de 2011 deverá ser decidido o modelo de formação institucional para o órgão.
Espera-se com essa modificação ampliar a escala de investimento em inovação no país. Somente nos primeiros oito meses deste ano, a agência contabiliza uma demanda por recursos para inovação da ordem de R$ 5 bilhões. Em 2003, o volume foi de R$ 300 milhões. Trata-se de um crescimento de 1566%.
“Nós vamos aumentar o volume de crédito e não vai faltar apoio do governo para inovação”, disse Mercadante na última sexta-feira (12), na cerimônia de posse dos novos conselheiros de Administração da financiadora, instância em que ocupa a presidência. “Tem muita coisa chegando de demanda. A gente está querendo isso mesmo. Que o empresariado venha disputar e que a gente possa escolher os melhores projetos”, completou.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Embrapii deve começar a atender empresas até o final de 2012
A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) deve iniciar suas atividades, atendendo empresas, ainda no final de 2012. A previsão foi feita pelo secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Ronaldo Mota, ontem (16/08), no Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI), no Rio de Janeiro, que sediou a segunda reunião do grupo de trabalho que formaliza o piloto para instalação da empresa.
Juntamente com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo(IPT) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial da Bahia (Senai-Cimatec), o INT participa da formulação desse novo atendimento às empresas, que é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e da Inovação (Setec/MCTI) e conta com a participação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
O secretário Ronaldo Mota se mostrou satisfeito com o andamento do processo-piloto da nova empresa, que reúne os setores cobertos pelos Institutos tecnológicos conectores, constatando a “grande capilaridade e a característica comum entre essas instituições que é a sua proximidade com as demandas empresariais”. Mota também destacou que cada um desses três institutos são bem representativos, cada qual por sua característica:
– O IPT é uma empresa de sociedade anônima, ancorada no estado de São Paulo, mas com atuação nacional; o Senai-BA, que faz parte do conglomerado CNI, tem também atuação além dos limites regionais, que compartilha a formação de recursos humanos e a prestação de serviços tecnológicos altamente qualificados e voltados de forma positiva à inovação; e, por fim, o INT, que é uma unidade de pesquisa que tem todas as características físicas de um Instituto vinculado ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação – define o secretário. “As discussões levarão ao produto final desejado que é estimular a Inovação nas empresas brasileiras”, conclui.
A reunião, no INT, durou toda a manhã e parte da tarde, terminando com uma visita dos participantes do grupo de trabalho às instalações de alguns dos principais laboratórios do Instituto.
Fonte: Portal Inovação
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Juntamente com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo(IPT) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial da Bahia (Senai-Cimatec), o INT participa da formulação desse novo atendimento às empresas, que é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e da Inovação (Setec/MCTI) e conta com a participação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
O secretário Ronaldo Mota se mostrou satisfeito com o andamento do processo-piloto da nova empresa, que reúne os setores cobertos pelos Institutos tecnológicos conectores, constatando a “grande capilaridade e a característica comum entre essas instituições que é a sua proximidade com as demandas empresariais”. Mota também destacou que cada um desses três institutos são bem representativos, cada qual por sua característica:
– O IPT é uma empresa de sociedade anônima, ancorada no estado de São Paulo, mas com atuação nacional; o Senai-BA, que faz parte do conglomerado CNI, tem também atuação além dos limites regionais, que compartilha a formação de recursos humanos e a prestação de serviços tecnológicos altamente qualificados e voltados de forma positiva à inovação; e, por fim, o INT, que é uma unidade de pesquisa que tem todas as características físicas de um Instituto vinculado ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação – define o secretário. “As discussões levarão ao produto final desejado que é estimular a Inovação nas empresas brasileiras”, conclui.
A reunião, no INT, durou toda a manhã e parte da tarde, terminando com uma visita dos participantes do grupo de trabalho às instalações de alguns dos principais laboratórios do Instituto.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Setores estratégicos podem receber benefício tributário
O governo deve conceder benefícios tributários para setores considerados estratégicos desde que aumentem a agregação de valor, a inovação tecnológica e o uso de conteúdo nacional. A presidente Dilma Rousseff determinou aos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que revisem todos os regimes tributários especiais e, se preciso, criem outros a exemplo do que foi anunciado na semana passada para o setor automotivo.
A secretária de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloísa de Menezes, disse ao ”Estado” que os setores prioritários são os ligados à cadeia de petróleo e gás, ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), e aqueles de apoio à infraestrutura, além do naval. “Claro que não vamos revisar todos os regimes especiais porque alguns consideramos que estão adequados ou estão com o prazo de vigência acabando”, explicou. “Mas podemos reforçar alguns já existentes ou criar novos regimes”, completou. Ela acredita que as propostas estarão concluídas até o próximo mês. Dentro da política industrial, de inovação e de comércio exterior, batizada de Plano Brasil Maior, o governo reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até julho de 2016 para as montadoras que aumentarem o conteúdo nacional, elevarem investimentos e produzirem veículos inovadores.
A medida será regulamentada este mês, segundo a secretária, com a definição do porcentual mínimo de peças do Mercosul que devem ser usadas na fabricação de veículos no Brasil, as faixas das alíquotas de IPI e os critérios para definição dos projetos de inovação. Uma fonte do setor automotivo disse que as discussões incluem formas de desenvolver motores mais eficientes a álcool e que emitam uma menor quantidade de gases nocivos para o meio ambiente.
Fonte: Agência Estado
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A secretária de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloísa de Menezes, disse ao ”Estado” que os setores prioritários são os ligados à cadeia de petróleo e gás, ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), e aqueles de apoio à infraestrutura, além do naval. “Claro que não vamos revisar todos os regimes especiais porque alguns consideramos que estão adequados ou estão com o prazo de vigência acabando”, explicou. “Mas podemos reforçar alguns já existentes ou criar novos regimes”, completou. Ela acredita que as propostas estarão concluídas até o próximo mês. Dentro da política industrial, de inovação e de comércio exterior, batizada de Plano Brasil Maior, o governo reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até julho de 2016 para as montadoras que aumentarem o conteúdo nacional, elevarem investimentos e produzirem veículos inovadores.
A medida será regulamentada este mês, segundo a secretária, com a definição do porcentual mínimo de peças do Mercosul que devem ser usadas na fabricação de veículos no Brasil, as faixas das alíquotas de IPI e os critérios para definição dos projetos de inovação. Uma fonte do setor automotivo disse que as discussões incluem formas de desenvolver motores mais eficientes a álcool e que emitam uma menor quantidade de gases nocivos para o meio ambiente.
Fonte: Agência Estado
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
INPI e CNPq firmam parceria para disseminar a importância da propriedade intelectual
Integração dos bancos de dados, inclusive com subsídios à Plataforma Lattes, realização de eventos e cursos, além da disseminação de conhecimento sobre propriedade intelectual. Estas são as principais ações da parceria entre o INPI e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), anunciadas durante evento, em Brasília, no dia 10 de agosto de 2011.
Segundo o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, a integração dos bancos de dados permitirá que a Plataforma Lattes divulgue adequadamente a produção dos pesquisadores em termos de inovação e propriedade intelectual, inclusive com a validação de dados do INPI. Além dos eventos e cursos, a divulgação do conhecimento incluirá o curso de Mestrado Profissional realizado pelo Instituto.
Para destacar a importância da propriedade intelectual, Oliva citou um caso de sua experiência pessoal como pesquisador: após trabalhar numa molécula que poderia ser usada para combater a Doença de Chagas, uma empresa foi procurada para desenvolver um fármaco. Porém, diante dos altos custos de testes, a empresa desistiu ao saber que não havia proteção por meio de patentes. Assim, após o lançamento do produto, os concorrentes poderiam copiar e o investimento não teria retorno.
- A falta de proteção mata o projeto e impede que todos se beneficiem. A propriedade intelectual é do bem, contribui para gerar inovação, emprego e renda. Por isso, a parceria com o INPI é tão importante para nós - comentou Oliva, lembrando que a discussão está tão em evidência que o Ministério da Ciência e Tecnologia incorporou a palavra “inovação” ao seu nome.
Para o presidente do INPI, Jorge Avila, estas parcerias mostram que o Instituto abandonou uma posição de isolamento e, ao mesmo tempo, outros órgãos e instituições começaram a perceber o INPI como um parceiro importante para estimular a inovação e o desenvolvimento nacional.
Avila acrescentou que as instituições de ensino e pesquisa têm ampliado bastante seus pedidos de patentes, o que mostra a relevância crescente do tema no meio acadêmico. Portanto, nada mais natural que INPI e CNPq atuem neste campo e estimulem tanto a proteção das inovações quanto as parcerias com empresas e outras instituições para gerar ainda mais desenvolvimento.
- Antes, o ensino era voltado para conhecer o que já se sabia em outros países, ou seja, o estado da técnica. Hoje, vejo muitas pessoas em universidades que querem saber mais e criar algo novo - resumiu Avila.
No mesmo evento, a professora Iolanda Fierro, da Academia de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento do INPI, fez um panorama sobre o ensino de PI no Brasil, que ainda está muito restrito aos cursos de Direito, além de apresentar a estrutura e os resultados do Mestrado do Instituto.
Fonte: INPI
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Segundo o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, a integração dos bancos de dados permitirá que a Plataforma Lattes divulgue adequadamente a produção dos pesquisadores em termos de inovação e propriedade intelectual, inclusive com a validação de dados do INPI. Além dos eventos e cursos, a divulgação do conhecimento incluirá o curso de Mestrado Profissional realizado pelo Instituto.
Para destacar a importância da propriedade intelectual, Oliva citou um caso de sua experiência pessoal como pesquisador: após trabalhar numa molécula que poderia ser usada para combater a Doença de Chagas, uma empresa foi procurada para desenvolver um fármaco. Porém, diante dos altos custos de testes, a empresa desistiu ao saber que não havia proteção por meio de patentes. Assim, após o lançamento do produto, os concorrentes poderiam copiar e o investimento não teria retorno.
- A falta de proteção mata o projeto e impede que todos se beneficiem. A propriedade intelectual é do bem, contribui para gerar inovação, emprego e renda. Por isso, a parceria com o INPI é tão importante para nós - comentou Oliva, lembrando que a discussão está tão em evidência que o Ministério da Ciência e Tecnologia incorporou a palavra “inovação” ao seu nome.
Para o presidente do INPI, Jorge Avila, estas parcerias mostram que o Instituto abandonou uma posição de isolamento e, ao mesmo tempo, outros órgãos e instituições começaram a perceber o INPI como um parceiro importante para estimular a inovação e o desenvolvimento nacional.
Avila acrescentou que as instituições de ensino e pesquisa têm ampliado bastante seus pedidos de patentes, o que mostra a relevância crescente do tema no meio acadêmico. Portanto, nada mais natural que INPI e CNPq atuem neste campo e estimulem tanto a proteção das inovações quanto as parcerias com empresas e outras instituições para gerar ainda mais desenvolvimento.
- Antes, o ensino era voltado para conhecer o que já se sabia em outros países, ou seja, o estado da técnica. Hoje, vejo muitas pessoas em universidades que querem saber mais e criar algo novo - resumiu Avila.
No mesmo evento, a professora Iolanda Fierro, da Academia de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento do INPI, fez um panorama sobre o ensino de PI no Brasil, que ainda está muito restrito aos cursos de Direito, além de apresentar a estrutura e os resultados do Mestrado do Instituto.
Fonte: INPI
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Pequeno empreendedor carece de bases inovadoras
As pequenas empresas e as políticas públicas de fomento têm um papel de peso no desenvolvimento da inovação sustentável, segundo os debatedores da Conferência Ethos 2011, realizada em São Paulo. Mas ainda há muito o que fazer nesses dois setores para valorizar práticas inovadoras.
Pesquisa divulgada no evento pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revela que 58% das companhias não têm nenhum conhecimento sobre sustentabilidade.
"A sondagem evidencia a dimensão do desafio de inovar a agenda da sustentabilidade na gestão dos pequenos negócios", diz Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae. Para ele, os negócios que compram a ideia da sustentabilidade têm mais chances de se manter no mercado com competitividade.
"As pequenas companhias carregam uma grande responsabilidade para a formação de uma economia sustentável - representam 60% da força de trabalho e 99% de todas as empresas do país." No levantamento realizado pelo Sebrae em maio, com 3,2 mil empresas, 58% das entrevistadas afirmaram não ter nenhum conhecimento sobre o tema sustentabilidade.
Por outro lado, 78% delas acreditam que companhias que mantêm programas de preservação ambiental atraem mais clientes. Do universo pesquisado, apenas 15% fazem captação da água da chuva para reúso. "Combinar desenvolvimento socioeconômico com a utilização de recursos naturais, sem comprometer o meio ambiente, é um grande desafio e requer soluções inovadoras", diz.
Para aumentar o comprometimento com a responsabilidade ambiental nas empresas, o Sebrae criou um centro de sustentabilidade no Mato Grosso e mantém o Programa Sebrae de Consultoria Tecnológica (Sebraetec) e os Agentes Locais de Inovação (ALI).
O Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), em Cuiabá (MT), vai focar na produção e aplicação de conteúdos em áreas como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), eficiência energética e na implantação do Código Florestal. A ideia também é formar um banco de consultores para atender os empreendedores e ajudá-los a tornar os negócios cada vez mais sustentáveis.
O Sebraetec, que oferece soluções tecnológicas e empresariais de acordo com as necessidades das companhias, tem investimentos previstos de R$ 787 milhões até 2013, em todo o país. Pretende atender cerca de 300 empresas em 2011 e chegar a dez mil atendimentos em dois anos.
Já o programa ALI quer promover a inovação nas empresas por meio da orientação de especialistas, que visitam as companhias e propõem soluções para aumentar a competitividade e melhorar a gestão. "A meta da iniciativa, que tem hoje 453 consultores, é chegar a mil atendentes em campo até o final de 2012." Em 2010, foram realizadas cinco mil consultorias e, de janeiro a junho de 2011, foram feitas 4,3 mil visitas a empresas.
Segundo Cláudio Boechat, professor da Fundação Dom Cabral (FDC), é preciso formar líderes mais capazes para levar inovações aos negócios. "Para isso, deve-se inovar também em métodos e conteúdos educacionais que geram mentalidades e ideias mais sustentáveis."
Boechat acredita que os países mais inovadores são aqueles que têm setores públicos que norteiam o mercado. "Em todo o mundo, os fatores que fazem os negócios serem mais responsáveis são o estímulo do governo e o valor que a sociedade dá às companhias sustentáveis."
O professor da FDC lembrou que a Austrália criou uma lei que garante descontos de impostos a prédios "verdes" e distribui multas às corporações poluidoras. "Em países como esses, é o governo, e não o setor empresarial, que puxa o barco da inovação sustentável."
Para o diretor executivo da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), Ricardo Correa Martins, além de políticas públicas, é a excelência da gestão nas empresas que vai fazer a diferença na hora de inovar. "O grande desafio é cultural, muito mais que tecnológico", disse "Mas será difícil vencermos esse desafio. A educação básica no país deixa muito a desejar". (J.S.)
Fonte: Valor Online
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Pesquisa divulgada no evento pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revela que 58% das companhias não têm nenhum conhecimento sobre sustentabilidade.
"A sondagem evidencia a dimensão do desafio de inovar a agenda da sustentabilidade na gestão dos pequenos negócios", diz Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae. Para ele, os negócios que compram a ideia da sustentabilidade têm mais chances de se manter no mercado com competitividade.
"As pequenas companhias carregam uma grande responsabilidade para a formação de uma economia sustentável - representam 60% da força de trabalho e 99% de todas as empresas do país." No levantamento realizado pelo Sebrae em maio, com 3,2 mil empresas, 58% das entrevistadas afirmaram não ter nenhum conhecimento sobre o tema sustentabilidade.
Por outro lado, 78% delas acreditam que companhias que mantêm programas de preservação ambiental atraem mais clientes. Do universo pesquisado, apenas 15% fazem captação da água da chuva para reúso. "Combinar desenvolvimento socioeconômico com a utilização de recursos naturais, sem comprometer o meio ambiente, é um grande desafio e requer soluções inovadoras", diz.
Para aumentar o comprometimento com a responsabilidade ambiental nas empresas, o Sebrae criou um centro de sustentabilidade no Mato Grosso e mantém o Programa Sebrae de Consultoria Tecnológica (Sebraetec) e os Agentes Locais de Inovação (ALI).
O Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), em Cuiabá (MT), vai focar na produção e aplicação de conteúdos em áreas como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), eficiência energética e na implantação do Código Florestal. A ideia também é formar um banco de consultores para atender os empreendedores e ajudá-los a tornar os negócios cada vez mais sustentáveis.
O Sebraetec, que oferece soluções tecnológicas e empresariais de acordo com as necessidades das companhias, tem investimentos previstos de R$ 787 milhões até 2013, em todo o país. Pretende atender cerca de 300 empresas em 2011 e chegar a dez mil atendimentos em dois anos.
Já o programa ALI quer promover a inovação nas empresas por meio da orientação de especialistas, que visitam as companhias e propõem soluções para aumentar a competitividade e melhorar a gestão. "A meta da iniciativa, que tem hoje 453 consultores, é chegar a mil atendentes em campo até o final de 2012." Em 2010, foram realizadas cinco mil consultorias e, de janeiro a junho de 2011, foram feitas 4,3 mil visitas a empresas.
Segundo Cláudio Boechat, professor da Fundação Dom Cabral (FDC), é preciso formar líderes mais capazes para levar inovações aos negócios. "Para isso, deve-se inovar também em métodos e conteúdos educacionais que geram mentalidades e ideias mais sustentáveis."
Boechat acredita que os países mais inovadores são aqueles que têm setores públicos que norteiam o mercado. "Em todo o mundo, os fatores que fazem os negócios serem mais responsáveis são o estímulo do governo e o valor que a sociedade dá às companhias sustentáveis."
O professor da FDC lembrou que a Austrália criou uma lei que garante descontos de impostos a prédios "verdes" e distribui multas às corporações poluidoras. "Em países como esses, é o governo, e não o setor empresarial, que puxa o barco da inovação sustentável."
Para o diretor executivo da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), Ricardo Correa Martins, além de políticas públicas, é a excelência da gestão nas empresas que vai fazer a diferença na hora de inovar. "O grande desafio é cultural, muito mais que tecnológico", disse "Mas será difícil vencermos esse desafio. A educação básica no país deixa muito a desejar". (J.S.)
Fonte: Valor Online
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Os maiores erros da inovação
Medo de errar, falta de tempo e outros desafios fazem parte do dia a dia de quem cuida da inovação. Conheça alguns problemas comuns e passe a enfrentá-los
Inovação é um dos jargões da moda no mundo corporativo. Toda empresa quer surpreender o mercado e ganhar diferencial frente aos competidores. Mas, esses objetivos não são fáceis de serem conseguidos. A InformationWeek Brasil conversou com especialistas e gestores de áreas de inovação de grandes empresas (confira a reportagem na edição 237). Confira um apanhado do que eles apontam como os principais erros que podem comprometer os novos projetos.
- Aversão ao erro – inovação envolve riscos e a empresa precisa conviver com a incerteza;
- Foco demasiado em tecnologia – muitas inovações não dependem de tecnologia (processos, preços, comunicação e marketing);
- Falta de tempo – é o problema mais comum. A equipe de inovação e as áreas de negócio precisam se dedicar a algo além da rotina diária;
- Foco no curto prazo – não se pode depender somente das inovações com ganhos pontuais e que a concorrência possa copiar facilmente;
- Falta de canais – a cultura da inovação só nasce com meios de comunicação. Isso é além da caixa de sugestões e da página de ideias na Intranet;
- Falta de liderança – sem direcionamento e sem o trabalho conjunto de várias áreas, a inovação não avança;
- Esquecer fomentos – linhas de financiamento de agências de pesquisa e órgão do governo sempre ajudam nos investimentos para projetos;
- Centralização – nem sempre o dono da idéia é o melhor condutor do projeto. Além disso, a colaboração entre áreas é a melhor forma de inovar;
- Valorização da criatividade – ser criativo é essencial, mas em determinada etapa o valor está na implantação do projeto, algo para empreendedores.
Fonte:informationweek
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Inovação é um dos jargões da moda no mundo corporativo. Toda empresa quer surpreender o mercado e ganhar diferencial frente aos competidores. Mas, esses objetivos não são fáceis de serem conseguidos. A InformationWeek Brasil conversou com especialistas e gestores de áreas de inovação de grandes empresas (confira a reportagem na edição 237). Confira um apanhado do que eles apontam como os principais erros que podem comprometer os novos projetos.
- Aversão ao erro – inovação envolve riscos e a empresa precisa conviver com a incerteza;
- Foco demasiado em tecnologia – muitas inovações não dependem de tecnologia (processos, preços, comunicação e marketing);
- Falta de tempo – é o problema mais comum. A equipe de inovação e as áreas de negócio precisam se dedicar a algo além da rotina diária;
- Foco no curto prazo – não se pode depender somente das inovações com ganhos pontuais e que a concorrência possa copiar facilmente;
- Falta de canais – a cultura da inovação só nasce com meios de comunicação. Isso é além da caixa de sugestões e da página de ideias na Intranet;
- Falta de liderança – sem direcionamento e sem o trabalho conjunto de várias áreas, a inovação não avança;
- Esquecer fomentos – linhas de financiamento de agências de pesquisa e órgão do governo sempre ajudam nos investimentos para projetos;
- Centralização – nem sempre o dono da idéia é o melhor condutor do projeto. Além disso, a colaboração entre áreas é a melhor forma de inovar;
- Valorização da criatividade – ser criativo é essencial, mas em determinada etapa o valor está na implantação do projeto, algo para empreendedores.
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