quarta-feira, 2 de maio de 2012
Minas Gerais e Canadá lançam edital no valor de R$ 1,2 milhão
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e o International Science and Technology Parnership Canada (ISTP) lançaram edital conjunto para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PDIs). A submissão das propostas pode ser feita até o dia 30 de julho.
O aporte soma R$ 1,2 milhão. Espera-se que as empresas das duas regiões desenvolvam projetos de PDIs para a introdução de novos produtos, processos e/ou serviços no mercado destes países.
O valor individual de cada proposta não pode ser superior a R$ 300 mil. Serão apoiados projetos nas áreas de tecnologia de comunicação e inovação; ciências da vida, energia verde e tecnologia limpa.
As propostas devem ser submetidas à Fapemig em versão eletrônica e preenchidas em português, no aplicativo AgilFap.
O edital completo está disponível neste link: http://www.fapemig.br/admin/editais/upload/Edital%2011-2012%20FAPEMIG-ISTP.pdf
Fonte: FAPEMIG
Núcleo de Inovação Tecnológica - NIT/FIEMG
Consultoras: Kelly e Lilian
Contato: nit01@cintap.com.br (34) 3230-5288
Twitter: @nituberlandia
quarta-feira, 25 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Cientista brasileiro precisa de ajuda para gerar patente
O Brasil precisa aprender a fazer patentes. Esse foi o recado de Benoît Battistelli, presidente do EPO (Escritório Europeu de Patentes), na sua passagem pelo país durante a semana passada.
O EPO, que reúne 38 países europeus e analisa patentes três vezes mais rápido que o Brasil, firmou uma parceria com o Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), para treinar brasileiros a escreverem os pedidos.
Hoje, só 20% das requisições que chegam ao Inpi são concedidas. Isso acontece em parte por causa de textos com problemas ou de inovações não tão novas assim -como as já publicadas em artigos.
Folha - O EPO está firmando uma parceria com o Brasil para promover um "road-show" que ajudará os inventores brasileiros a escreverem patentes. Como surgiu essa ideia?
Benoît Battistelli - O número de pedidos de patentes de brasileiros no EPO dobrou nos últimos cinco anos. Na Europa, temos programas para orientar a patentear e estamos contentes em dividir isso com o Brasil.
Como está o cenário europeu em relação a pedidos de patentes?
Tivemos um crescimento de 4% dos pedidos de patentes no EPO no ano passado. As empresas europeias decidiram manter suas atividades em pesquisa e desenvolvimento e continuar fazendo requisições de patentes apesar da crise.
Isso mostra um uso econômico importante para as patentes.
Mas depois da crise houve uma queda dos pedidos.
Tivemos uma queda em 2009 como um efeito direto da crise econômica. Mas em 2010 nós atingimos o nível de 2008 e agora temos 4% a mais.
Isso é um bom sinal de que estamos aproveitando a crise para gerar inovação.
No Brasil, três das cinco instituições que mais têm pedidos de patentes são universidades: USP, Unicamp e UFMG. Fazer patentes é uma missão das universidades?
É uma missão das universidades e das empresas -e não só das grandes empresas ou altamente tecnológicas, mas também das pequenas.
Em universidades americanas, as patentes são muito importantes e ajudam o desenvolvimento dos próprios laboratórios. Trata-se de uma ferramenta importante para instituições públicas ou privadas, grandes ou pequenas.
Mas patentes são importantes para as universidades a ponto de serem tidas como um indicador de qualidade? Rankings universitários dão pontos para as patentes.
Na maioria das metodologias de avaliação de ensino superior, a produção científica [artigos publicados pelos pesquisadores] vale muito mais do que a quantidade de patentes.
Mas penso que isso deveria ser melhor balanceado. Hoje, os cientistas priorizam a publicação de artigos. Mas, se você publica uma descoberta, você perde o direito de pedir uma patente.
Europeus têm dificuldades para escrever patentes?
Há pessoas especializadas para ajudar os inventores a escrever suas patentes. No EPO, fazemos uma qualificação anual para essas pessoas, que são normalmente engenheiros altamente qualificados.
Meu conselho é que as universidades tenham pessoas capacitadas a ajudar tanto na elaboração dos textos dos pedidos de patentes quanto na introdução da inovação no mercado.
Qual a visão do EPO em relação às empresas que tentam prolongar a duração de suas patentes?
O interesse de quem patenteia é ter uma patente pelo maior tempo possível. Mas nós, nos escritórios de patentes, representamos o interesse da sociedade.
Nosso objetivo é limitar a patente para que ela represente um progresso técnico. Nós somos muito rigorosos no EPO: apenas 40% dos pedidos de patentes são concedidos. Quando concedemos a patente a uma pessoa ou companhia, damos um direito ao monopólio por um período, que é de até 20 anos,em um país ou região.
Muitas empresas americanas preferem fazer o pedido no EPO do que no EUA [no chamado USPTO] porque sabem que a patente europeia será mais sólida.
Fonte: Folha Online
Núcleo de Inovação Tecnológica - NIT/FIEMG
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Contato: (34) 3230-5200 nit01@cintap.com.br
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O EPO, que reúne 38 países europeus e analisa patentes três vezes mais rápido que o Brasil, firmou uma parceria com o Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), para treinar brasileiros a escreverem os pedidos.
Hoje, só 20% das requisições que chegam ao Inpi são concedidas. Isso acontece em parte por causa de textos com problemas ou de inovações não tão novas assim -como as já publicadas em artigos.
Folha - O EPO está firmando uma parceria com o Brasil para promover um "road-show" que ajudará os inventores brasileiros a escreverem patentes. Como surgiu essa ideia?
Benoît Battistelli - O número de pedidos de patentes de brasileiros no EPO dobrou nos últimos cinco anos. Na Europa, temos programas para orientar a patentear e estamos contentes em dividir isso com o Brasil.
Como está o cenário europeu em relação a pedidos de patentes?
Tivemos um crescimento de 4% dos pedidos de patentes no EPO no ano passado. As empresas europeias decidiram manter suas atividades em pesquisa e desenvolvimento e continuar fazendo requisições de patentes apesar da crise.
Isso mostra um uso econômico importante para as patentes.
Mas depois da crise houve uma queda dos pedidos.
Tivemos uma queda em 2009 como um efeito direto da crise econômica. Mas em 2010 nós atingimos o nível de 2008 e agora temos 4% a mais.
Isso é um bom sinal de que estamos aproveitando a crise para gerar inovação.
No Brasil, três das cinco instituições que mais têm pedidos de patentes são universidades: USP, Unicamp e UFMG. Fazer patentes é uma missão das universidades?
É uma missão das universidades e das empresas -e não só das grandes empresas ou altamente tecnológicas, mas também das pequenas.
Em universidades americanas, as patentes são muito importantes e ajudam o desenvolvimento dos próprios laboratórios. Trata-se de uma ferramenta importante para instituições públicas ou privadas, grandes ou pequenas.
Mas patentes são importantes para as universidades a ponto de serem tidas como um indicador de qualidade? Rankings universitários dão pontos para as patentes.
Na maioria das metodologias de avaliação de ensino superior, a produção científica [artigos publicados pelos pesquisadores] vale muito mais do que a quantidade de patentes.
Mas penso que isso deveria ser melhor balanceado. Hoje, os cientistas priorizam a publicação de artigos. Mas, se você publica uma descoberta, você perde o direito de pedir uma patente.
Europeus têm dificuldades para escrever patentes?
Há pessoas especializadas para ajudar os inventores a escrever suas patentes. No EPO, fazemos uma qualificação anual para essas pessoas, que são normalmente engenheiros altamente qualificados.
Meu conselho é que as universidades tenham pessoas capacitadas a ajudar tanto na elaboração dos textos dos pedidos de patentes quanto na introdução da inovação no mercado.
Qual a visão do EPO em relação às empresas que tentam prolongar a duração de suas patentes?
O interesse de quem patenteia é ter uma patente pelo maior tempo possível. Mas nós, nos escritórios de patentes, representamos o interesse da sociedade.
Nosso objetivo é limitar a patente para que ela represente um progresso técnico. Nós somos muito rigorosos no EPO: apenas 40% dos pedidos de patentes são concedidos. Quando concedemos a patente a uma pessoa ou companhia, damos um direito ao monopólio por um período, que é de até 20 anos,em um país ou região.
Muitas empresas americanas preferem fazer o pedido no EPO do que no EUA [no chamado USPTO] porque sabem que a patente europeia será mais sólida.
Fonte: Folha Online
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quarta-feira, 4 de abril de 2012
Edital Sesi Senai de Inovação 2012
A partir de 2 de abril, as indústrias do país podem se inscrever no Edital SENAI SESI de Inovação, que prevê o fomento de projetos de inovação tecnológica e social.
Serão destinados, no total, R$ 30 milhões. Para projetos desenvolvidos em parceria com o SENAI o valor é de R$ 20 milhões; para parcerias com o SESI o valor é de R$ 7,5 milhões e outros R$ 2,5 milhões em bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O aporte de recursos por projeto pode chegar a R$ 300 mil. Caso seja uma proposta de impacto tecnológico e social o valor limite é de R$ 400 mil.
As empresas do setor industrial interessadas no apoio têm até 25 de maio para inscrever suas idéias. Participe!
Objetivo do edital
Promover o apoio a projetos de inovação tecnológica e social que compreendam o desenvolvimento de produtos, processos e serviços prestados pelos DRs, em parceria com empresas do setor industrial.
1.3 Participação de empresa
Para efeitos deste edital, é obrigatória a participação de, no mínimo, uma empresa do setor industrial.
Caso haja desistência da participação da empresa privada após a aprovação do projeto, o Departamento Regional (DR) envolvido terá o direito de buscar outra empresa que tenha interesse no desenvolvimento do referido projeto em até 60 dias após a desistência da empresa, mediante análise técnica e aprovação do Departamento Nacional (DN).
A administração geral desta ação é de responsabilidade do SENAI-DN e do SESI-DN. Os Departamentos Regionais têm a prerrogativa de realizar uma pré-seleção dos projetos antes do envio ao Departamento Nacional para participação neste edital.
Fonte: http://www.editaldeinovacao.com.br
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Serão destinados, no total, R$ 30 milhões. Para projetos desenvolvidos em parceria com o SENAI o valor é de R$ 20 milhões; para parcerias com o SESI o valor é de R$ 7,5 milhões e outros R$ 2,5 milhões em bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O aporte de recursos por projeto pode chegar a R$ 300 mil. Caso seja uma proposta de impacto tecnológico e social o valor limite é de R$ 400 mil.
As empresas do setor industrial interessadas no apoio têm até 25 de maio para inscrever suas idéias. Participe!
Objetivo do edital
Promover o apoio a projetos de inovação tecnológica e social que compreendam o desenvolvimento de produtos, processos e serviços prestados pelos DRs, em parceria com empresas do setor industrial.
1.3 Participação de empresa
Para efeitos deste edital, é obrigatória a participação de, no mínimo, uma empresa do setor industrial.
Caso haja desistência da participação da empresa privada após a aprovação do projeto, o Departamento Regional (DR) envolvido terá o direito de buscar outra empresa que tenha interesse no desenvolvimento do referido projeto em até 60 dias após a desistência da empresa, mediante análise técnica e aprovação do Departamento Nacional (DN).
A administração geral desta ação é de responsabilidade do SENAI-DN e do SESI-DN. Os Departamentos Regionais têm a prerrogativa de realizar uma pré-seleção dos projetos antes do envio ao Departamento Nacional para participação neste edital.
Fonte: http://www.editaldeinovacao.com.br
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quinta-feira, 29 de março de 2012
Pontos por inovação vão definir IPI de montadoras, diz Pimentel
A montadora que tiver a maior inovação tecnológica vai ser compensada pelo governo com maior redução de imposto. E, para isso, o governo vai criar um sistema de pontos para cada montadora instalada no país: quanto mais "pontos" de inovação, menos vai pagar em IPI (imposto sobre produtos industrializados).
Essa vai ser uma das inovações do novo regime automotivo, a ser anunciado em breve, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel. Um dos principais critérios para obtenção dos "pontos" será o chamado "conteúdo nacional" - isto é, a quantidade de partes produzidas no Brasil. Mas Nelson Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, disse na quarta-feira que o novo regime vai além desta exigência de conteúdo nacional.
O carro elétrico, por exemplo, é um candidato a ganhar mais pontos: - É muito uma questão de desenvolvimento em pesquisa e desenvolvimento (ou seja, em inovação tecnológica) - afirmou Barbosa.
Barbosa disse que o governo ainda estuda se vai exigir das montadoras investimentos de 1% em pesquisa e desenvolvimento - isto é, um aumento em relação ao percentual atual (0,5%). O regime automotivo tem sido a principal fonte de crítica internacional, com alguns países, especialmente asiáticos, reclamando de aumento de protecionismo no país.
Em setembro do ano passado, o governo elevou o IPI para 30%, para carros importados ao Brasil de fora do Mercosul, provocando protestos das montadoras asiáticas que não estão instaladas no país.
A medida atingiu em cheio as marcas chinesas. A decisão de setembro previu exceções: não terão aumento de IPI os produtos de montadoras que, entre outras coisas, façam investimento em tecnologia, usem 65% de componentes feitos no Mercosul e cumpram ao menos seis de 11 etapas de produção no Brasil, como estampagem, pintura, fabricação de trem de força (motor e câmbio).
Fonte: Agência O Globo
Núcleo de Inovação Tecnológica - NIT/FIEMG
Consultoras: Kelly e Lilian
Contato: (34) 3230-5288 nit01@cintap.com.br
Twitter: @nituberlandia
Essa vai ser uma das inovações do novo regime automotivo, a ser anunciado em breve, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel. Um dos principais critérios para obtenção dos "pontos" será o chamado "conteúdo nacional" - isto é, a quantidade de partes produzidas no Brasil. Mas Nelson Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, disse na quarta-feira que o novo regime vai além desta exigência de conteúdo nacional.
O carro elétrico, por exemplo, é um candidato a ganhar mais pontos: - É muito uma questão de desenvolvimento em pesquisa e desenvolvimento (ou seja, em inovação tecnológica) - afirmou Barbosa.
Barbosa disse que o governo ainda estuda se vai exigir das montadoras investimentos de 1% em pesquisa e desenvolvimento - isto é, um aumento em relação ao percentual atual (0,5%). O regime automotivo tem sido a principal fonte de crítica internacional, com alguns países, especialmente asiáticos, reclamando de aumento de protecionismo no país.
Em setembro do ano passado, o governo elevou o IPI para 30%, para carros importados ao Brasil de fora do Mercosul, provocando protestos das montadoras asiáticas que não estão instaladas no país.
A medida atingiu em cheio as marcas chinesas. A decisão de setembro previu exceções: não terão aumento de IPI os produtos de montadoras que, entre outras coisas, façam investimento em tecnologia, usem 65% de componentes feitos no Mercosul e cumpram ao menos seis de 11 etapas de produção no Brasil, como estampagem, pintura, fabricação de trem de força (motor e câmbio).
Fonte: Agência O Globo
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segunda-feira, 26 de março de 2012
INPI realiza primeira consulta pública sobre patentes
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) realizará a primeira consulta pública sobre patentes. A instituição receberá nos próximos dois meses críticas e sugestões relativas aos procedimentos envolvendo invenções implementadas por programa de computador. A consulta foi publicada no Diário Oficial da União do dia 16 de março e está disponível no link: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=190&data=16/03/2012
A diretriz para o exame de pedidos de patentes nesta área é um dos projetos prioritários do INPI para o período 2011-2015. De acordo com a instituição, numa segunda etapa, a meta é obter certificação de qualidade para os procedimentos do instituto, em parceria com a Coordenação-Geral de Qualidade da autarquia.
As sugestões deverão ser encaminhadas para o endereço eletrônico saesp@inpi.gov.br ou para o fax (21) 3037-3638. Ao final da consulta pública, o INPI apresentará resposta às contribuições apresentadas e o texto definitivo dos procedimentos.
Informações sobre os procedimentos para o exame de pedidos de patentes envolvendo invenções implementadas por programa de computador estão disponíveis no link: http://www.inpi.gov.br/images/stories/Procedimentos_de_Exame.pdf
Fonte: Portal Inovação
Núcleo de Inovação Tecnológica - NIT/FIEMG
Consultoras: Kelly e Lilian
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A diretriz para o exame de pedidos de patentes nesta área é um dos projetos prioritários do INPI para o período 2011-2015. De acordo com a instituição, numa segunda etapa, a meta é obter certificação de qualidade para os procedimentos do instituto, em parceria com a Coordenação-Geral de Qualidade da autarquia.
As sugestões deverão ser encaminhadas para o endereço eletrônico saesp@inpi.gov.br ou para o fax (21) 3037-3638. Ao final da consulta pública, o INPI apresentará resposta às contribuições apresentadas e o texto definitivo dos procedimentos.
Informações sobre os procedimentos para o exame de pedidos de patentes envolvendo invenções implementadas por programa de computador estão disponíveis no link: http://www.inpi.gov.br/images/stories/Procedimentos_de_Exame.pdf
Fonte: Portal Inovação
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quarta-feira, 14 de março de 2012
Incubação faz bem à saúde dos empresários novatos
Há dez anos a farmoquímica Alpha BR foi criada dentro da incubadora do Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), na USP (Universidade de São Paulo). Há quatro virou autossuficiente, ampliando o faturamento inicial de R$ 8.000 para mais de R$ 1 milhão ao ano.
Também chamadas de centros de inovação, as incubadoras funcionam como um local de "gestação" para o empreendedor ainda pouco familiarizado com os meandros empresariais.
Elas oferecem suporte que inclui assessorias jurídica, de comunicação e de gestão, apoio para a venda dos produtos e para a aquisição de aporte bancário, além de um miniescritório.
"Com espaço físico garantido e gama de serviços ao redor, priorizei o crescimento do negócio", diz o sócio William Carnicelli, 59.
A Alpha BR está entre os 2.509 empreendimentos que foram abrigados por uma das 384 incubadoras no Brasil. Hoje, há 2.640 em fase de incubação. Somados, geram R$ 4,6 bilhões por ano.
Os dados são de estudo feito pela primeira vez pela Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) com o Ministério da Ciência e Tecnologia, e obtido com exclusividade pela Folha.
Na contramão do aumento do número de interessados no modelo, a quantidade de incubadoras, que teve pico entre 2004 e 2008, sofreu estabilização nos últimos cinco anos, afirma Francilene Garcia, presidente da Anprotec.
O mercado nem sempre é receptivo quando os incubados conquistam autonomia. "Achavam que meu negócio era imaturo e logo morreria", lembra Guilherme Bernard, 47, da Reason Tecnologia.
Parceria com organização renomada e aporte financeiro promovem saída do 'fundo de quintal'
Orientar os jovens empresários é o principal objetivo das incubadoras. Além disso, para muitos, contar com uma instituição de renome nos bastidores representa mais facilidade na obtenção de crédito e conquista de parceiros.
Pesquisa divulgada em fevereiro pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) aponta que 74,6% das incubadoras identificam oportunidades de negócios para os seus afilhados (veja mais abaixo).
"Para uma companhia nova no mercado, levar o nome de uma instituição transmite credibilidade aos clientes que temiam a falta de profissionalização", afirma Vitor Andrade, coordenador da incubadora de Pernambuco C.A.I.S do Porto.
Foi por meio da Raiar (Incubadora Multissetorial de Empresas de Base Tecnológica) que Rodrigo Hommerding, 25, sócio da Home Manager, firmou parceria com uma empresa de grande porte para revender produtos de automação residencial, como sensores de presença que ligam ou desligam sistemas.
"Não somos uma empresa pequena que produz no fundo do quintal", frisa o empresário, que está incubado desde agosto de 2011.
REFERÊNCIA
Padrinho das empresas incubadas, Sérgio Risola, gerente do Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), garante que negocia com bancos e indica os jovens empreendedores às organizações que querem conhecer a entidade.
"Recebemos mensalmente cerca de 550 visitas de representantes de empresas interessadas em desenvolver parcerias e compartilhar tecnologia", contabiliza.
Com o suporte do Cietec, o fisioterapeuta Marco Fabio Coghi, 40, acabou de lançar o Cardio Emotion, que mede e regula o nível de estresse pelo computador.
A incubadora propôs ao empresário que contasse com a ajuda de psicólogos. A ideia é que eles vendam o Cardio Emotion aos pacientes.
"Sem o Cietec, certamente terei menos receptividade", argumenta o fisioterapeuta, que promete o fim da dor de cabeça contemporânea.
Fonte: Portal Inovação
Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/ FIEMG Regional VP)
Consultoras: Kelly e Lilian
Contato: (34) 3230-5222 ou nit03@cintap.com.br
twitter: @nituberlandia
Também chamadas de centros de inovação, as incubadoras funcionam como um local de "gestação" para o empreendedor ainda pouco familiarizado com os meandros empresariais.
Elas oferecem suporte que inclui assessorias jurídica, de comunicação e de gestão, apoio para a venda dos produtos e para a aquisição de aporte bancário, além de um miniescritório.
"Com espaço físico garantido e gama de serviços ao redor, priorizei o crescimento do negócio", diz o sócio William Carnicelli, 59.
A Alpha BR está entre os 2.509 empreendimentos que foram abrigados por uma das 384 incubadoras no Brasil. Hoje, há 2.640 em fase de incubação. Somados, geram R$ 4,6 bilhões por ano.
Os dados são de estudo feito pela primeira vez pela Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) com o Ministério da Ciência e Tecnologia, e obtido com exclusividade pela Folha.
Na contramão do aumento do número de interessados no modelo, a quantidade de incubadoras, que teve pico entre 2004 e 2008, sofreu estabilização nos últimos cinco anos, afirma Francilene Garcia, presidente da Anprotec.
O mercado nem sempre é receptivo quando os incubados conquistam autonomia. "Achavam que meu negócio era imaturo e logo morreria", lembra Guilherme Bernard, 47, da Reason Tecnologia.
Parceria com organização renomada e aporte financeiro promovem saída do 'fundo de quintal'
Orientar os jovens empresários é o principal objetivo das incubadoras. Além disso, para muitos, contar com uma instituição de renome nos bastidores representa mais facilidade na obtenção de crédito e conquista de parceiros.
Pesquisa divulgada em fevereiro pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) aponta que 74,6% das incubadoras identificam oportunidades de negócios para os seus afilhados (veja mais abaixo).
"Para uma companhia nova no mercado, levar o nome de uma instituição transmite credibilidade aos clientes que temiam a falta de profissionalização", afirma Vitor Andrade, coordenador da incubadora de Pernambuco C.A.I.S do Porto.
Foi por meio da Raiar (Incubadora Multissetorial de Empresas de Base Tecnológica) que Rodrigo Hommerding, 25, sócio da Home Manager, firmou parceria com uma empresa de grande porte para revender produtos de automação residencial, como sensores de presença que ligam ou desligam sistemas.
"Não somos uma empresa pequena que produz no fundo do quintal", frisa o empresário, que está incubado desde agosto de 2011.
REFERÊNCIA
Padrinho das empresas incubadas, Sérgio Risola, gerente do Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), garante que negocia com bancos e indica os jovens empreendedores às organizações que querem conhecer a entidade.
"Recebemos mensalmente cerca de 550 visitas de representantes de empresas interessadas em desenvolver parcerias e compartilhar tecnologia", contabiliza.
Com o suporte do Cietec, o fisioterapeuta Marco Fabio Coghi, 40, acabou de lançar o Cardio Emotion, que mede e regula o nível de estresse pelo computador.
A incubadora propôs ao empresário que contasse com a ajuda de psicólogos. A ideia é que eles vendam o Cardio Emotion aos pacientes.
"Sem o Cietec, certamente terei menos receptividade", argumenta o fisioterapeuta, que promete o fim da dor de cabeça contemporânea.
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