Uma das bandeiras levantadas pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é a que o País se torne um potente exportador de tecnologia, a inovação tecnológica é um elemento fundamental para o crescimento da economia nacional. Nesse contexto, os produtos, processos e serviços inovadores têm chamado muito a atenção no campo empresarial brasileiro. A inovação se colocou como um ativo de extrema importância para o crescimento das organizações, e o governo realmente tem apresentado incentivos para aumentar a competitividade e a tecnologia das empresas brasileiras nos mercados doméstico e mundial. Isto impulsiona o crescimento do país e o consolida como uma importante economia global. Entretanto, para que isso aconteça, também existe a necessidade de que os detentores do conhecimento não estejam concentrados no meio acadêmico, mas que sejam motivados a trabalharem nas empresas, que estejam atuantes no mercado.
A inovação pode ser descrita como a aplicação de ideias que geram benefícios, como o aumento de faturamento, o acesso a novos mercados e o aumento das margens de lucro. E, para que uma inovação seja classificada como tal, deve causar impactos significativos na empresa, seja nos resultados financeiros, seja na maneira como se porta no mercado. O caminho está aberto para as empresas e o País tem leis que incentivam a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação, como é o caso da Lei 11.196, mais conhecida como Lei do Bem. Criada em 2005, ela é destinada às empresas que investem em Pesquisa e Desenvolvimento de Inovação Tecnológica, criando incentivos fiscais de apoio a essas atividades. Parte dos incentivos é destinada ao abatimento do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (Cofins). É importante frisar que as beneficiárias são as empresas optantes pelo regime tributário do Lucro Real e que possuam situação fiscal completamente regular.
Apesar de a Lei do Bem existir há seis anos, ela ainda é pouco conhecida pelas empresas. Dados divulgados apontam que hoje, no Brasil, existem apenas cerca de 600 organizações que usufruem dos benefícios. Acredito que esse cenário se deva à falta de conhecimento da legislação existente e também da maneira como se faz a prestação de contas. Assim, as empresas que desejam obter os benefícios fiscais advindos de seus investimentos em inovação tecnológica encontram reais dificuldades. Esses problemas podem estar ligados à comprovação de que os valores gastos foram, de fato, destinados a este tipo de investimento, além de terem uma carência de gestores especializados para seus projetos de inovação. Diante desta sucinta apresentação sobre inovação e leis brasileiras de incentivo, fica destacada a importância dos projetos inovadores para as empresas que buscam se sobressair no mercado e, consequentemente, se beneficiar das reduções de encargos tributários. Ainda, fica enfatizada a importância dessas medidas para a posição do Brasil no mercado internacional e a expectativa de que a inovação passe a fazer parte efetiva do cotidiano do empresariado brasileiro.
Fonte: Portal Inovação
Para se manter sintonizado sobre a temática da Inovação ou saber outras informações entre em contato com Kelly ou Ana Paula (Consultoras de Inovação) do Núcleo de Apoio à Inovação (NIT/FIEMG-CINTAP).
sexta-feira, 8 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Frentes parlamentares se unem em prol da inovação
O setor de inovação ganhou mais força nesta semana. A Frente Parlamentar de Ciência, Tecnologia e Inovação, lançada ontem (29) e encabeçada pelo deputado Izalci Lucas (PR-DF), se fundirá à Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação, coordenada pelo deputado Paulo Piau (PMDB-MG). A ABIPTI atuará como secretaria executiva do grupo.
As duas frentes se reunirão na próxima semana para dar início a um diagnóstico das mais de 300 propostas em tramitação na Casa relacionadas ao tema, informou o deputado Izalci Lucas. “Precisamos levantar o que está em vigor para propor as complementações em termos de legislação e consolidar tudo em um projeto nacional”, assinalou.
Entre as prioridades, discussões sobre o marco regulatório, que já está ultrapassado, incentivos fiscais e a flexibilização das licitações. Outro aspecto, ressaltou, é a questão dos altos custos. “Precisamos pensar de que forma podemos encontrar uma saída para a abusiva carga tributária brasileira. O custo da mão de obra é muito grande, a competição é global e o país fica em desvantagem em relação às outras nações”, completa.
A criação de incentivos para as empresas e governo investirem em inovação, pesquisa e desenvolvimento, além de aproximar pesquisador e empresários também estão entre as metas da frente. Para o deputado, a falta de aprovação da Lei de Inovação em vários Estados e de uma legislação mais flexível para os editais de pesquisa são obstáculos que impedem o avanço tecnológico nas instituições públicas e privadas.
“A Câmara esta bem sensível ao tema. Quando comunicamos o lançamento da frente nos gabinetes, muitos manifestaram interesse em participar. E todos os ministérios envolvidos deverão nos apoiar nesse processo de interação. Tivemos o cuidado de colocar um representante de cada Estado para que sejam interlocutores em cada região, estimulando também a participação dos municípios”.
Experiências de fora
Com o objetivo de buscar experiências na área de ciência e tecnologia de outros países, a Frente Parlamentar de Ciência, Tecnologia e Inovação convidou para a solenidade de lançamento dois representantes da América do Sul, evento realizado no auditório Freitas Nobre, no Anexo 4 da Câmara dos Deputados.
O diretor do Programa de Inclusão Digital da Presidência da República Oriental do Uruguai (Plan Ceibal), Guilherme Spiller, abordou as transformações sociais ao país vizinho por meio de um programa que entregou um computador a cada aluno do ensino fundamental. A diretora-geral da Federação Ibero-Americana das Entidades de Tecnologia da Informação (Aleti), Silvia Bidart, falou sobre a construção da legislação de incentivo ao setor tecnológico que resultou em grande expansão das atividades na Argentina.
Para saber mais sobre a brilhante temática da Inovação entre em contato com Kelly ou Ana Paula (Consultoras de Inovação) do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT - FIEMG). Tel: (34) 3230-5200 ou pelo e-mail nit01@cintap.com.br
As duas frentes se reunirão na próxima semana para dar início a um diagnóstico das mais de 300 propostas em tramitação na Casa relacionadas ao tema, informou o deputado Izalci Lucas. “Precisamos levantar o que está em vigor para propor as complementações em termos de legislação e consolidar tudo em um projeto nacional”, assinalou.
Entre as prioridades, discussões sobre o marco regulatório, que já está ultrapassado, incentivos fiscais e a flexibilização das licitações. Outro aspecto, ressaltou, é a questão dos altos custos. “Precisamos pensar de que forma podemos encontrar uma saída para a abusiva carga tributária brasileira. O custo da mão de obra é muito grande, a competição é global e o país fica em desvantagem em relação às outras nações”, completa.
A criação de incentivos para as empresas e governo investirem em inovação, pesquisa e desenvolvimento, além de aproximar pesquisador e empresários também estão entre as metas da frente. Para o deputado, a falta de aprovação da Lei de Inovação em vários Estados e de uma legislação mais flexível para os editais de pesquisa são obstáculos que impedem o avanço tecnológico nas instituições públicas e privadas.
“A Câmara esta bem sensível ao tema. Quando comunicamos o lançamento da frente nos gabinetes, muitos manifestaram interesse em participar. E todos os ministérios envolvidos deverão nos apoiar nesse processo de interação. Tivemos o cuidado de colocar um representante de cada Estado para que sejam interlocutores em cada região, estimulando também a participação dos municípios”.
Experiências de fora
Com o objetivo de buscar experiências na área de ciência e tecnologia de outros países, a Frente Parlamentar de Ciência, Tecnologia e Inovação convidou para a solenidade de lançamento dois representantes da América do Sul, evento realizado no auditório Freitas Nobre, no Anexo 4 da Câmara dos Deputados.
O diretor do Programa de Inclusão Digital da Presidência da República Oriental do Uruguai (Plan Ceibal), Guilherme Spiller, abordou as transformações sociais ao país vizinho por meio de um programa que entregou um computador a cada aluno do ensino fundamental. A diretora-geral da Federação Ibero-Americana das Entidades de Tecnologia da Informação (Aleti), Silvia Bidart, falou sobre a construção da legislação de incentivo ao setor tecnológico que resultou em grande expansão das atividades na Argentina.
Para saber mais sobre a brilhante temática da Inovação entre em contato com Kelly ou Ana Paula (Consultoras de Inovação) do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT - FIEMG). Tel: (34) 3230-5200 ou pelo e-mail nit01@cintap.com.br
quarta-feira, 6 de julho de 2011
97% das empresas consideram importante inovar para a sustentabilidade
Cada vez mais as empresas de diversos setores estão atentando para a necessidade da adoção de um modelo de negócios sustentável como forma de garantir a própria sobrevivência. De acordo com um levantamento realizado pela Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), 97% das empresas consideram fundamental que as organizações inovem para buscar a sustentabilidade, tanto do negócio quanto da economia e do planeta.
Apesar dessa consciência, 70% dos participantes do estudo acreditam que as empresas, de maneira geral, estão preocupadas, mas não direcionam seus investimentos em inovações com foco no crescimento sustentável. A pesquisa foi realizada com 63 companhias filiadas ao órgão.
O levantamento mostra que 27% dos entrevistados apontaram a gestão como a principal preocupação das empresas em que trabalham, enquanto 22% indicaram a sustentabilidade e 19% a redução de custos. Além disso, os participantes consideraram que os três setores da economia mais alinhados aos princípios da inovação para sustentabilidade são, na ordem, energia, automobilístico e de papel e celulose.
Para Jairo Martins, superintendente-geral da FNQ, os resultados da pesquisa mostram que a maioria das empresas ainda ignora o tamanho do problema da sustentabilidade. "Enquanto dominar o pensamento pelo viés econômico, cujo sucesso é medido pelo PIB, o atual modelo de desenvolvimento insustentável não vai mudar e não serão incluídas na pauta das organizações as questões socioambientais. É um desafio de gestão para as empresas", destaca.
O executivo ressalta que as empresas ainda relacionam inovação à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico, mas é necessário ter uma visão sistêmica da gestão e compreender que a inovação deve acontecer também na liderança, nas ações de marketing e no modelo de negócios. "A inovação para sustentabilidade precisa fazer parte do planejamento estratégico da empresa. Hoje, as organizações enxergam a sustentabilidade como um subconjunto da gestão e não como parte integrante do processo de gestão como um todo", conclui.
Fonte: Portal Administradores
Para maiores informações procure Kelly ou Ana Paula (NIT/FIEMG) no telefone (34) 3230-5200 ou pelo e-mail nit01@cintap.com.br
Apesar dessa consciência, 70% dos participantes do estudo acreditam que as empresas, de maneira geral, estão preocupadas, mas não direcionam seus investimentos em inovações com foco no crescimento sustentável. A pesquisa foi realizada com 63 companhias filiadas ao órgão.
O levantamento mostra que 27% dos entrevistados apontaram a gestão como a principal preocupação das empresas em que trabalham, enquanto 22% indicaram a sustentabilidade e 19% a redução de custos. Além disso, os participantes consideraram que os três setores da economia mais alinhados aos princípios da inovação para sustentabilidade são, na ordem, energia, automobilístico e de papel e celulose.
Para Jairo Martins, superintendente-geral da FNQ, os resultados da pesquisa mostram que a maioria das empresas ainda ignora o tamanho do problema da sustentabilidade. "Enquanto dominar o pensamento pelo viés econômico, cujo sucesso é medido pelo PIB, o atual modelo de desenvolvimento insustentável não vai mudar e não serão incluídas na pauta das organizações as questões socioambientais. É um desafio de gestão para as empresas", destaca.
O executivo ressalta que as empresas ainda relacionam inovação à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico, mas é necessário ter uma visão sistêmica da gestão e compreender que a inovação deve acontecer também na liderança, nas ações de marketing e no modelo de negócios. "A inovação para sustentabilidade precisa fazer parte do planejamento estratégico da empresa. Hoje, as organizações enxergam a sustentabilidade como um subconjunto da gestão e não como parte integrante do processo de gestão como um todo", conclui.
Fonte: Portal Administradores
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WiFi dorminhoco reduz consumo das baterias à metade
Um pesquisador da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, descobriu uma forma de dobrar a duração da carga das baterias de dispositivos móveis, como celulares, tablets e notebooks, ao baixar conteúdo da internet.
O truque está em uma pequena, mas crucial alteração na tecnologia WiFi, largamente utilizada pelos usuários de equipamentos móveis para conexão à internet.
Consumo acelerado de bateria
O consumo da bateria desses equipamentos é particularmente elevado quando, ao usar a rede WiFi, o equipamento encontra-se na vizinhança de outros dispositivos fazendo o mesmo.
Nesses casos, cada aparelho tem que "ficar acordado" para pegar sua vez na fila e baixar um pequeno pedaço da informação desejada. O processo repete-se várias vezes por segundo.
Isto significa que a drenagem da bateria ao baixar um filme na Avenida Paulista, ou em qualquer outro lugar com alta concentração de usuários, é muito maior do que baixar o mesmo filme durante um fim de semana no interior.
Modo dorminhoco
O novo software elimina este problema ao permitir que os dispositivos móveis "durmam" enquanto um outro equipamento na vizinhança baixa sua cota de informações.
Isto não economiza energia apenas para o próprio aparelho que entra em estado de espera (sleep mode), mas também para os outros equipamentos na área, que operam sem perder o sono por causa da concorrência.
O novo sistema foi batizado de Sleepwell (durma bem) por seu criador Justin Manweiler.
"Pontos de acesso WiFi dotados com o Sleepwell podem escalonar seus ciclos de atividade para uma sobreposição mínima com os outros, resultando em ganhos de energia promissores, com uma perda de desempenho desprezível," disse Manweiler.
Fonte: Inovação Tecnológica
Para maiores informações procurar Kelly ou Ana Paula (NIT/FIEMG) no telefone (34)3230-5200 ou pelo e-mail nit01@cintap.com.br
O truque está em uma pequena, mas crucial alteração na tecnologia WiFi, largamente utilizada pelos usuários de equipamentos móveis para conexão à internet.
Consumo acelerado de bateria
O consumo da bateria desses equipamentos é particularmente elevado quando, ao usar a rede WiFi, o equipamento encontra-se na vizinhança de outros dispositivos fazendo o mesmo.
Nesses casos, cada aparelho tem que "ficar acordado" para pegar sua vez na fila e baixar um pequeno pedaço da informação desejada. O processo repete-se várias vezes por segundo.
Isto significa que a drenagem da bateria ao baixar um filme na Avenida Paulista, ou em qualquer outro lugar com alta concentração de usuários, é muito maior do que baixar o mesmo filme durante um fim de semana no interior.
Modo dorminhoco
O novo software elimina este problema ao permitir que os dispositivos móveis "durmam" enquanto um outro equipamento na vizinhança baixa sua cota de informações.
Isto não economiza energia apenas para o próprio aparelho que entra em estado de espera (sleep mode), mas também para os outros equipamentos na área, que operam sem perder o sono por causa da concorrência.
O novo sistema foi batizado de Sleepwell (durma bem) por seu criador Justin Manweiler.
"Pontos de acesso WiFi dotados com o Sleepwell podem escalonar seus ciclos de atividade para uma sobreposição mínima com os outros, resultando em ganhos de energia promissores, com uma perda de desempenho desprezível," disse Manweiler.
Fonte: Inovação Tecnológica
Para maiores informações procurar Kelly ou Ana Paula (NIT/FIEMG) no telefone (34)3230-5200 ou pelo e-mail nit01@cintap.com.br
terça-feira, 5 de julho de 2011
Mercadante destaca importância da inovação para crescimento do país
O Brasil ocupa, hoje, o sétimo lugar do mundo em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e o oitavo em Tecnologia da Informação (TI). O setor representa 4% do Produto Interno Bruto e oferece um imenso potencial para ser explorado pelo setor público e, principalmente, pela iniciativa privada. Mas, para que isso aconteça, é preciso investir em inovação para ter um produto de maior valor agregado e mais competitivo.
Esse foi o recado que o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, deu na abertura da XI Conferência da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), no dia 20.
Ao auditório lotado de empresários, representantes das empresas associadas à Anpei, técnicos e acadêmicos, além de autoridades governamentais, o ministro destacou a importância da inovação para o desenvolvimento econômico do país. “Temos que aumentar os investimentos em P&D. E aumentar rápido. Onde? No setor privado. Os investimentos em P,D&I no Brasil são de 2/3 do governo; e 1/3 das empresas. No resto do mundo é o inverso”, disse Mercadante. “Temos que criar a cultura da inovação”, completou. Para o ministro, o número de empresas que inovam ainda é muito pequeno. “Por isso, a importância de iniciativas como essa da Anpei. Que congressos como esse se multipliquem”, ressaltou.
O tamanho do mercado brasileiro de TIC e TI, destacou Aloizio Mercadante, respalda o país a avançar cada vez mais e fortalecer esse setor. De acordo com os dados do Ministério de Ciência e Tecnologia, apresentados durante a abertura da conferência, os negócios em TI somam, hoje no Brasil, US$ 85,09 bilhões (o equivalente a 4% do PIB); enquanto o segmento de TIC contabiliza US$ 165,69 bilhões – ou 8% do PIB. “Mas muitos países estão à frente do Brasil em investimento das empresas em P&D”, ressaltou o ministro. Ele citou os exemplos dos Estados Unidos que investem 2,79% do seu PIB; do Japão, cuja parcela destinada é de 3,44%; e Alemanha, com 2,82% do PIB direcionado ao investimento em P&D. O Brasil aparece com 1,19% do PIB, atrás da China, que aplica 1,54% de suas riquezas no setor.
Fonte: ANPEI
Para saber mais sobre a brilhante temática da Inovação procure o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/FIEMG-CINTAP) as Consultoras Kelly e Ana Paula estão a disposição no telefone (34) 3230-5200 ou pelo e-mail nit01@cintap.com.br
Esse foi o recado que o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, deu na abertura da XI Conferência da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), no dia 20.
Ao auditório lotado de empresários, representantes das empresas associadas à Anpei, técnicos e acadêmicos, além de autoridades governamentais, o ministro destacou a importância da inovação para o desenvolvimento econômico do país. “Temos que aumentar os investimentos em P&D. E aumentar rápido. Onde? No setor privado. Os investimentos em P,D&I no Brasil são de 2/3 do governo; e 1/3 das empresas. No resto do mundo é o inverso”, disse Mercadante. “Temos que criar a cultura da inovação”, completou. Para o ministro, o número de empresas que inovam ainda é muito pequeno. “Por isso, a importância de iniciativas como essa da Anpei. Que congressos como esse se multipliquem”, ressaltou.
O tamanho do mercado brasileiro de TIC e TI, destacou Aloizio Mercadante, respalda o país a avançar cada vez mais e fortalecer esse setor. De acordo com os dados do Ministério de Ciência e Tecnologia, apresentados durante a abertura da conferência, os negócios em TI somam, hoje no Brasil, US$ 85,09 bilhões (o equivalente a 4% do PIB); enquanto o segmento de TIC contabiliza US$ 165,69 bilhões – ou 8% do PIB. “Mas muitos países estão à frente do Brasil em investimento das empresas em P&D”, ressaltou o ministro. Ele citou os exemplos dos Estados Unidos que investem 2,79% do seu PIB; do Japão, cuja parcela destinada é de 3,44%; e Alemanha, com 2,82% do PIB direcionado ao investimento em P&D. O Brasil aparece com 1,19% do PIB, atrás da China, que aplica 1,54% de suas riquezas no setor.
Fonte: ANPEI
Para saber mais sobre a brilhante temática da Inovação procure o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/FIEMG-CINTAP) as Consultoras Kelly e Ana Paula estão a disposição no telefone (34) 3230-5200 ou pelo e-mail nit01@cintap.com.br
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Brasil avança 13 posições no ranking de inovação
O Brasil subiu 13 posições no Indicador Global de Inovação 2011 (The Global Innovation Index), consequência do esforço brasileiro em disseminar a cultura da inovação a cada ano. O ranking é calculado anualmente pelo Insead, uma das principais escolas de negócios da Europa, em parceria com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Wipo, na sigla em inglês), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).
O Brasil foi de 60º lugar para 47º, de acordo com os novos indicafdores, revelados no último dia 30, em Paris. Com esse resultado, o Brail saiu na frente da Rússia, Índia e Argentina, por exemplo.
Ronaldo Mota, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (Setec/MCT), considera que o desempenho verificado é a constatação de que a inovação está virando cultura no Brasil. Algo que está sendo internalizado e que muda, para melhor, o cenário brasileiro.
“Temos indicadores que atestam o que o ranking observa, mas hoje podemos afirmar, sem medo de errar, que, graças ao espírito muito empreendedor de nossa população, especialmente de pequenas empresas de forte conteúdo tecnológico e baseadas em conhecimento intensivo, estamos em ritmo bem mais acelerado que a média mundial, o que é muito bom. Empreendedores, os brasileiros são há muito tempo. Recentemente começamos a inovar, empreendedorismo mais inovação é sucesso certo”, afirma.
Indicadores
Mota destaca a evolução brasileira no indicador relacionado aos ambientes político e regulatório. “Certamente a estabilidade macroeconômica brasileira é um destaque e as recentes Leis de Inovação e do Bem começam a mostrar seus resultados, finalmente”. O especialista em inovação do MCT aponta ainda a dinâmica do mercado como aspecto relevante neste processo.
“Nosso mercado está cada vez mais sofisticado e, portanto, mais competitivo e conferindo inovação como fator crucial, tendo como conseqüência mais e melhores mecanismos de acesso a crédito, mercado de capitais e preocupação com comércio exterior”, ressalta.
Segundo Ronaldo Mota, outro fator importante a ser ressaltado é o aumento da produção científica, já que o Brasil cresce a um ritmo cinco vezes maior do que a média mundial. Para ele, embora o país não apresente ritmo semelhante na transferência do conhecimento ao setor produtivo, está no caminho certo.
“Nenhum país se tornou notável em inovação sem uma ampla e qualificada base de produção científica clássica. Para ser inovador, há que se produzir conhecimento e transformar o conhecimento em riqueza. Somos bons na primeira parte e estamos aprendendo a ficar bons também na segunda”, observa.
Desafios
O secretário lembra que o Brasil também tem crescido acima da média mundial em número de computadores por habitante, mas que precisa avançar em outros itens que contam no ranking. “Para continuar galgando posições precisamos aumentar, entre outros itens, nossa capacidade de geração de patentes e ampliar nossa produção criativa, que envolve consumo de produtos culturais e de lazer, produção de filmes, etc”.
O maior desafio, na opinião de Mota, é transformar conhecimento em riqueza e manter uma política que catalise, articule e amplifique a chamada “cultura da inovação” na sociedade, com ações conjuntas envolvendo os demais ministérios, estados e municípios.
“Temos dois atores mostrando vitalidade: os acadêmicos e os empresários; trata-se de construir boas pontes conectando os dois, viabilizando que ambos cresçam cada vez mais por meio de maior integração entre eles. Essas pontes conectoras serão o principal diferencial para que o desenvolvimento econômico e social em curso seja definitivamente sustentável”, conclui.
Fonte: Portal MCT
Para maiores informações procurar Kelly ou Ana Paula (consultoras de Inovação) do Núcleo de Inovação Tecnológica da FIEMG/CINTAP. E-mail: nit01@cintap.com.br e telefone: (34) 3230-5200.
O Brasil foi de 60º lugar para 47º, de acordo com os novos indicafdores, revelados no último dia 30, em Paris. Com esse resultado, o Brail saiu na frente da Rússia, Índia e Argentina, por exemplo.
Ronaldo Mota, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (Setec/MCT), considera que o desempenho verificado é a constatação de que a inovação está virando cultura no Brasil. Algo que está sendo internalizado e que muda, para melhor, o cenário brasileiro.
“Temos indicadores que atestam o que o ranking observa, mas hoje podemos afirmar, sem medo de errar, que, graças ao espírito muito empreendedor de nossa população, especialmente de pequenas empresas de forte conteúdo tecnológico e baseadas em conhecimento intensivo, estamos em ritmo bem mais acelerado que a média mundial, o que é muito bom. Empreendedores, os brasileiros são há muito tempo. Recentemente começamos a inovar, empreendedorismo mais inovação é sucesso certo”, afirma.
Indicadores
Mota destaca a evolução brasileira no indicador relacionado aos ambientes político e regulatório. “Certamente a estabilidade macroeconômica brasileira é um destaque e as recentes Leis de Inovação e do Bem começam a mostrar seus resultados, finalmente”. O especialista em inovação do MCT aponta ainda a dinâmica do mercado como aspecto relevante neste processo.
“Nosso mercado está cada vez mais sofisticado e, portanto, mais competitivo e conferindo inovação como fator crucial, tendo como conseqüência mais e melhores mecanismos de acesso a crédito, mercado de capitais e preocupação com comércio exterior”, ressalta.
Segundo Ronaldo Mota, outro fator importante a ser ressaltado é o aumento da produção científica, já que o Brasil cresce a um ritmo cinco vezes maior do que a média mundial. Para ele, embora o país não apresente ritmo semelhante na transferência do conhecimento ao setor produtivo, está no caminho certo.
“Nenhum país se tornou notável em inovação sem uma ampla e qualificada base de produção científica clássica. Para ser inovador, há que se produzir conhecimento e transformar o conhecimento em riqueza. Somos bons na primeira parte e estamos aprendendo a ficar bons também na segunda”, observa.
Desafios
O secretário lembra que o Brasil também tem crescido acima da média mundial em número de computadores por habitante, mas que precisa avançar em outros itens que contam no ranking. “Para continuar galgando posições precisamos aumentar, entre outros itens, nossa capacidade de geração de patentes e ampliar nossa produção criativa, que envolve consumo de produtos culturais e de lazer, produção de filmes, etc”.
O maior desafio, na opinião de Mota, é transformar conhecimento em riqueza e manter uma política que catalise, articule e amplifique a chamada “cultura da inovação” na sociedade, com ações conjuntas envolvendo os demais ministérios, estados e municípios.
“Temos dois atores mostrando vitalidade: os acadêmicos e os empresários; trata-se de construir boas pontes conectando os dois, viabilizando que ambos cresçam cada vez mais por meio de maior integração entre eles. Essas pontes conectoras serão o principal diferencial para que o desenvolvimento econômico e social em curso seja definitivamente sustentável”, conclui.
Fonte: Portal MCT
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
Governo quer acelerar concessão de patentes
Está em ajuste final a segunda etapa do projeto de modernização do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). A partir de agosto, serão contratados novos servidores e adquiridos computadores. O objetivo é cortar pela metade o prazo de concessão de patentes no País, reduzindo dos atuais 8 anos para 4 anos até 2015.
A iniciativa faz parte da nova política industrial da presidente Dilma Rousseff, cujo foco é a inovação. “As medidas vão gerar grande demanda para o INPI. É preciso prepará-lo”, disse o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. O INPI é uma autarquia do ministério.
Segundo o Estado apurou, o governo deve autorizar a contratação de mais servidores para o INPI, apesar do ajuste fiscal. Serão 380 novos examinadores: 50 até agosto, 165 em 2012 e 165 no início de 2013. Para abrigar sua nova equipe, o instituto já alugou, com opção de compra, um prédio no centro do Rio e deve se mudar até o fim do ano.
A modernização do INPI vai custar no total cerca de R$ 55 milhões por ano em salários e R$ 29 milhões na compra de computadores. Segundo Jorge Ávila, presidente do órgão, o investimento estatal ocorrerá nos primeiros dois anos, quando os examinadores estão em treinamento.
O INPI cobra pela concessão de patentes e a expectativa é de que o valor arrecadado cubra os gastos. A intenção do governo é melhorar o desempenho do INPI, que ainda está muito abaixo dos padrões internacionais. Nos Estados Unidos e na União Europeia, uma patente demora, respectivamente, 3,5 anos e 4,5 anos para ser aprovada. Na Coreia do Sul, que também é emergente, é ainda mais rápido: 3 anos.
“Todo esse atraso causa descrença para o INPI e desestimula as empresas a solicitar patentes”, diz Paulo Moll, gerente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo ele, algumas empresas chegam a desistir da patente e optam por manter o segredo industrial, apesar do risco de que um concorrente registre antes a invenção.
O professor da Universidade de Campinas (Unicamp) Carlos Pacheco diz que o processo de análise no Brasil consome quase a metade dos 20 anos de validade da patente. O especialista ressalta ainda que, por causa do atraso, as empresas deixam de ter acesso a alguns benefícios fiscais e não podem agregar o valor da patente ao seu patrimônio.
O INPI recebeu 30 mil pedidos de registro de patente em 2010, para serem analisados por 273 examinadores – uma média de 109 por pessoa. Nos EUA, são 480 mil pedidos por ano, mas o número de examinadores chega a 5.477, ou seja, 87 patentes por pessoa. Na Europa, a média é ainda mais baixa: 40 patentes por ano para cada examinador.
Por causa dessa situação, o estoque de patentes à espera de análise no INPI já é de 154 mil, o equivalente a 5 vezes o total do ano. Nos EUA, o estoque é de 764 mil patentes, mas significa 1,6 vez a demanda anual. Na Europa, a relação entre estoque e pedidos anuais é de 2,1.
Essa é a segunda fase do projeto de modernização e reaparelhamento do INPI, que começou em 2005, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O INPI tinha apenas 112 examinadores na época, mas o prazo médio de concessão das patentes também era de 8 anos.
O número de examinadores subiu para 223 examinadores em 2009, mas, segundo especialistas, o prazo de análise não caiu por causa da dificuldade de treinar a mão de obra e do aumento do volume de pedidos de patentes, que saiu de 24 mil em 2005 para 28 mil no ano passado.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Para maiores informações procure as consultoras de Inovação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/FIEMG) Kelly e Ana Paula, atráves do telefone (34) 3230-5200 ou pelo e-mail nit01@cintap.com.br.
A iniciativa faz parte da nova política industrial da presidente Dilma Rousseff, cujo foco é a inovação. “As medidas vão gerar grande demanda para o INPI. É preciso prepará-lo”, disse o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. O INPI é uma autarquia do ministério.
Segundo o Estado apurou, o governo deve autorizar a contratação de mais servidores para o INPI, apesar do ajuste fiscal. Serão 380 novos examinadores: 50 até agosto, 165 em 2012 e 165 no início de 2013. Para abrigar sua nova equipe, o instituto já alugou, com opção de compra, um prédio no centro do Rio e deve se mudar até o fim do ano.
A modernização do INPI vai custar no total cerca de R$ 55 milhões por ano em salários e R$ 29 milhões na compra de computadores. Segundo Jorge Ávila, presidente do órgão, o investimento estatal ocorrerá nos primeiros dois anos, quando os examinadores estão em treinamento.
O INPI cobra pela concessão de patentes e a expectativa é de que o valor arrecadado cubra os gastos. A intenção do governo é melhorar o desempenho do INPI, que ainda está muito abaixo dos padrões internacionais. Nos Estados Unidos e na União Europeia, uma patente demora, respectivamente, 3,5 anos e 4,5 anos para ser aprovada. Na Coreia do Sul, que também é emergente, é ainda mais rápido: 3 anos.
“Todo esse atraso causa descrença para o INPI e desestimula as empresas a solicitar patentes”, diz Paulo Moll, gerente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo ele, algumas empresas chegam a desistir da patente e optam por manter o segredo industrial, apesar do risco de que um concorrente registre antes a invenção.
O professor da Universidade de Campinas (Unicamp) Carlos Pacheco diz que o processo de análise no Brasil consome quase a metade dos 20 anos de validade da patente. O especialista ressalta ainda que, por causa do atraso, as empresas deixam de ter acesso a alguns benefícios fiscais e não podem agregar o valor da patente ao seu patrimônio.
O INPI recebeu 30 mil pedidos de registro de patente em 2010, para serem analisados por 273 examinadores – uma média de 109 por pessoa. Nos EUA, são 480 mil pedidos por ano, mas o número de examinadores chega a 5.477, ou seja, 87 patentes por pessoa. Na Europa, a média é ainda mais baixa: 40 patentes por ano para cada examinador.
Por causa dessa situação, o estoque de patentes à espera de análise no INPI já é de 154 mil, o equivalente a 5 vezes o total do ano. Nos EUA, o estoque é de 764 mil patentes, mas significa 1,6 vez a demanda anual. Na Europa, a relação entre estoque e pedidos anuais é de 2,1.
Essa é a segunda fase do projeto de modernização e reaparelhamento do INPI, que começou em 2005, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O INPI tinha apenas 112 examinadores na época, mas o prazo médio de concessão das patentes também era de 8 anos.
O número de examinadores subiu para 223 examinadores em 2009, mas, segundo especialistas, o prazo de análise não caiu por causa da dificuldade de treinar a mão de obra e do aumento do volume de pedidos de patentes, que saiu de 24 mil em 2005 para 28 mil no ano passado.
Fonte: O Estado de S. Paulo
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